Ciências Políticas

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A problemática da génese do Estado-nação põe-se, com maior clareza, na Europa, fruto dos mais diversos processos históricos, sociais e económicos que levaram à sua constituição. A ideia de Estado-nação nasceu na Europa em finais do século XVIII e inícios do século XIX. Provém do conceito de "Estado da Razão" do Iluminismo. Hastings, fala-nos de factores como uma obra escrita em língua vernácula de uma ou mais etnias, como o foi o caso da Bíblia, da guerra contra uma ameaça externa e  da religião como factores que contribuíram para o aparecimento dos Estados-nação. Contudo,  algo que mais sobressai na abordagem de Hastings é, precisamente, o facto de um Estado-nação pressupor, necessariamente, a  presença de etnias (grupo de pessoas com identidade cultural e língua comum). Note-se que a etnia não se identifica com a nação, uma vez que esta é formada pela comunidade de duas ou mais etnias, e é algo mais conscientes do que a etnia. De modo que, a nação exige, pela sua  natureza, o direito à identidade, à autonomia política como povo e, sobretudo, o controlo de um determinado território. Por outras palavras, a Nação - Estado não pode ser vista fora de três eixos fundamentais: o território, a nação e a soberania. E, na verdade, o Estado-nação foi mais bem sucedido em função da coesão étnica e cultural, ou seja, da presença de uma maior  homogeneidade na população. Não é por caso que se aponta  Portugal, a Islândia e o Japão, como os Estados-nação mais conseguidos.

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Pretende-se com este artigo analisar as políticas de Portugal como metrópole colonial e tirar algumas ilações sobre o impacto que as mesmas tiveram na génese dos partidos políticos das ex-colónias.

Portugal, dentro dos países colonizadores, foi o que, fruto do regime que imperou na metrópole, teve a mais ambígua política de administração colonial, consubstanciada na óptica de governar para “ficar para sempre”. Pode assim dizer-se que a política da administração colonial portuguesa foi mais uma manobra dilatória que propriamente uma estratégia distinta, por exemplo, ao modelo inglês de “sair para ficar”.

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guerra fria
O presente artigo consiste numa abordagem geral da influência da Guerra Fria nos Movimentos de libertação em Angola que se encontrava sob domínio português.

A Guerra Fria foi uma "guerra" em que os actores se abstinham de recorrer directamente às armas, mas utilizaram, um contra o outro, as mais refinadas e agressivas formas de propaganda ideológica e intervinham no fomento de conflitos localizados em apoio, por vezes pouco dissimulados aos beligerantes. Teve início em 1950 e terminou em 1990 com a dissolução da URSS em 1991.

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o falhanço da democracia
A presente análise enquadra-se nas Ciências Políticas e surge face o reconhecimento do falhanço na adopção da democracia ocidental na África subsariana. Este continente, como se sabe, passou, e ainda passa, devido a isso, por várias vicissitudes que têm tido um impacto negativo na sua organização político - administrativo.

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Partidos políticos e EtniasNesta reflexão iremos analisar de que forma a construção e manutenção dos partidos políticos, bem como as suas ideologias, políticas e formas de actuação, dependem do grupo étnico a que pertencem os seus fundadores e dirigentes.

Começaremos por dar uma pequena definição de Etnia. Esta consiste numa unidade tradicional de consciência de grupo, que se distingue dos demais devido a partilha dos mesmos valores, cultura, raça, proveniência tribal ou tradição histórica. Todavia, actualmente, este conceito tem - se alterado e é comummente utilizado para designar os grupos minoritários e os grupos alvos de descriminação.

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voto ovimbundu

As eleições, seja de que país forem, caracterizam-se por aquilo que se designa por mapa eleitoral, que consiste na distribuição dos votos do eleitorado pelas várias forças políticas que ali existem. O mapa eleitoral reflecte, assim, o comportamento do eleitorado, a sua tendência e preferência quanto ao voto.

Na democracia ao estilo ocidental os mapas eleitorais desenham-se em função de duas categorias de eleitores: os voláteis; são aqueles cuja intenção de voto pode mudar de um momento para o outro. Os indecisos, que geralmente se decidem na última hora, fazem parte desta categoria.

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Ciências Políticas

democracia subsariana
Um olhar para a democracia e democratização da África Subsariana, mostra-nos que este processo não pode dissociar-se do tipo de colonização.

É claro que existem pontos em comuns entre os países da África Subsariana, dadas as condições sociais, culturais e os factores históricos e económicos que os caracterizam. Mas também não é menos verdade que podemos encontrar especificidades, tomando em consideração o facto de se ter sido colonizado pela Grã Bretanha, França ou Portugal.

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