Alcides Sakala Simões, embaixador, nasceu na Missão Evangélica do Chilume a 23 de Dezembro de 1953. Fez os estudos primários no Bailundo e os estudos liceais na outrora cidade de Nova Lisboa, hoje Huambo. É Licenciado em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de Angola e Mestrando em Relações Internacionais e Estudos Europeus e Africanos. Ingressou na UNITA, em Dezembro de 1974, tendo dois anos mais tarde integrado a coluna do falecido Jonas Savimbi. Em 1979 passou pela Jamba aquando da sua fundação, onde viria a desempenhar actividade várias até 1980, ano em que seria indigitado pela Direcção da Unita representante do Partido nos Estados Unidos da América. Foi nesse país que começou a sua carreira diplomática como adjunto de Jeremias Chitunda, tendo mais tarde representado a UNITA na República Federal Alemã, Portugal, Bélgica e junto da Comunidade Europeia. Em 1995, por ocasião do 8º Congresso da UNITA, foi nomeado secretário dos Negócios Estrangeiros dessa organização política, e em 2002, após a realização do 9º Congresso, nomeado secretário para a Função Pública. Actualmente, para além da actividade política (porta-voz da Unita), é Docente Universitário. Apenas publicou uma obra: “Memórias de um Guerrilheiro”.

Excerto da obra “Diário de um Guerrilheiro”
“O rio Hindi é um afluente do rio Sanjamba. O território à sua volta era muito pouco povoado. Num raio de dez quilómetros havia somente uma única aldeia de 6 pequenas casas de capim. Outros populares viviam dispersos, mas todos se dedicavam à agricultura de subsistência. Cultivavam massango, feijão-frade, mandioca em abundância e algum milho. Praticavam com destreza a apicultura, a caça e a pesca. Com base nesta dieta alimentar, mesmo sem sal e óleo, a população do território apresentava bom aspecto físico. As suas gentes alimentavam-se essencialmente de mel, carne de caça, cereais e mandioca.
De facto, era tradição dos povos do Leste de Angola, decorrente de várias décadas de guerras cíclicas, cultivavam apenas as terras altas, distantes dos cursos de água e das nascentes, contrariamente às populações do centro de Angola que praticam a sua agricultura tanto em terras altas como baixas, aproveitando as margens férteis dos grandes rios de planície.
Construímos a base na nascente do rio Hindi e permanecemos no local dois meses. Durante este período, mantivemos o nosso ritmo de trabalho, com base de encontros regulares e diários com o Presidente e as chefias militares. Reuníamo-nos duas ou três vezes ao dia e à noite quando fosse necessário, para abordagem em detalhe do desenvolvimento da situação política, diplomática e militar do país, em particular do território onde estávamos.”
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Comentários
So havera democracia quando houvr democracia vredadeira nao como a que existe, por exemplo no Namibe todo funcionario publico e obrigado a ser do MPLA, SERA ISTO DEMOCRACIA? E OS MENOS INFORMADOS CHORAM E L*MBEM OS *** DOS GI«OVERNANTES DO MPLA.
Vejam so, Unitel e da tcize, BAI e dos Santos, Mocom E DOS sANTOS, SGO e da Ana Paula, Movicel sera tambem da filha, BDA tambem e do mais velho etantas outras emprezas importantes, todos pipol de Angola quase lembe no rabo de Jdu ate quando? Gikuleno messe Camaradas. Acordem angolanos...........................
Que tenha muitos e longos anos de vida, Angola necessita desta estirpe de gente. Os Ovimbundos podem orgulhar-se dele
" O Soba T´Chingange"
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