Personalidades
Alcides Sakala Simões, embaixador, nasceu na Missão Evangélica do Chilume a 23 de Dezembro de 1953. Fez os estudos primários no Bailundo e os estudos liceais na outrora cidade de Nova Lisboa, hoje Huambo. É Licenciado em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de Angola e Mestrando em Relações Internacionais e Estudos Europeus e Africanos. Ingressou na UNITA, em Dezembro de 1974, tendo dois anos mais tarde integrado a coluna do falecido Jonas Savimbi. Em 1979 passou pela Jamba aquando da sua fundação, onde viria a desempenhar actividade várias até 1980, ano em que seria indigitado pela Direcção da Unita representante do Partido nos Estados Unidos da América. Foi nesse país que começou a sua carreira diplomática como adjunto de Jeremias Chitunda, tendo mais tarde representado a UNITA na República Federal Alemã, Portugal, Bélgica e junto da Comunidade Europeia. Em 1995, por ocasião do 8º Congresso da UNITA, foi nomeado secretário dos Negócios Estrangeiros dessa organização política, e em 2002, após a realização do 9º Congresso, nomeado secretário para a Função Pública. Actualmente, para além da actividade política (porta-voz da Unita), é Docente Universitário. Apenas publicou uma obra: “Memórias de um Guerrilheiro”.
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Culinaria Ovimbundu
Criado por sekulumu, Terça, 11 Novembro 2008
O Iputa nunca se come só. Tem de ser acompanhado por um condimento, que podem ser couves, carne, peixe, quisaka e outros tipos de “condutos” tradicionais”. Porquê não experimentar com a efuanga? |



Alexandre Daskalos nasceu no Huambo em 1924. Fez a instrução primária e secundária nesta cidade, na altura, conhecida como Nova Lisboa. Frequentou, a partir de 1942, o liceu de Sá da Bandeira (Lubango) onde concluiu o 7º ano. Mais tarde seguiu para Lisboa, matriculando-se na Escola Superior de Medicina Veterinária, tendo-se licenciado cinco anos depois. Regressou a Angola em 1950. Faleceu no sanatório de Caramulo em 1961. Nos anos 60, foi publicado um opúsculo de quatro poemas seus na "colecção Bailundo", dirigida pelo poeta Ernesto Lara Filho e Rebelo de Andrade. Publicou Poemas (1961), Poesia de Alexandre Dáskalos (edição póstuma 1975) .
Maria Alexandre Dáskalos nasceu no Huambo em 1957. Fez os estudos primários e secundários nos Colégios Ateniense e São João de Cluny. Frequentou o ensino superior na ex-faculdade de Letras, no Lubango, vindo, posteriormente, a terminar a sua formação em História Contemporânea em Portugal. É considerada pelos críticos com uma “impressiva voz feminina na literatura angolana”. Actualmente, é jornalista na RDP África. Constam da sua obra os trabalhos poéticos Do Tempo Suspenso (1998), Lágrimas e Laranjas (2001) e Jardim das Delícias (2003)
Alda Ferreira Pires Barreto de Lara Albuquerque nasceu em Benguela a 9 de Junho de 1930. Concluiu, em Lisboa, o 7.º ano do Liceu e licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra, depois de ter passado pela Universidade de Lisboa. Alda teve uma vida muito curta o que leva a pensar a qualquer crítico literário no que seria a sua obra se a morte não a ceifasse assim tão cedo. Faleceu em Cambambe a 30 de Janeiro de 1962 com apenas 32 anos de idade.
Inácio Rebelo de Andrade nasceu no Huambo, a 25 de Setembro de 1935. É licenciado em Agronomia pela Universidade de Luanda, doutorado em Engenharia Agronómica pela Universidade Técnica de Lisboa e Agregado em Difusão em Inovações Agrícolas e Extensão Rural pela Universidade de Évora. Iniciou sua actividade docente na Universidade de Luanda. Exerceu o magistério em diversas universidades de Angola, Portugal e do Brasil. Actualmente é Professor Catedrático Aposentado da Universidade Lusófona. Na década de 1960, esteve muito ligado aos movimentos literários angolanos, fundando com o poeta Ernesto Lara Filho a "Colecção Bailundo".
Manuel de Santos Lima, nasceu na província do Bié, cidade do Kuito (ex- Silva-Porto) a 28 de Janeiro de 1935.Fez os estudo secundários nesta província e na cidade de Luanda, para anos mais tarde licenciar-se em Direito pela Universidade de Lisboa e doutorar-se em Letras pela Universidade de Lausanne, na Suiça.
Raul David nasceu a 23 de Abril de 1918, em Benguela, na cidade da Ganda, onde fez os seus estudos primários e passou toda a sua infância o que lhe permitiu ter um contacto muito próximo com os Hanya (grupo Ovimbundu da região da Ganda que possui características muito próprias). Raul David frequentou o ensino secundário seminário Católico de Ngalangi, província do Huambo. O escritor Raúl que veio a falecer em 2005, com cerca de 87 anos de idade, contrariamente à grande parte dos escritores angolanos iniciou-se na actividade literária aos 45 anos tendo-se tornado notável apenas aos 57 anos no alvorecer da independência nacional. De entre as suas várias obras temos a destacar as seguintes: Colonos e Colonizadores (1974), Escamoteados na Lei (1987); Cantares do nosso Povo; Narrativas ao Acaso (1988), Ekaluko lya kwafeka (1988) Crónicas de Ontem para ouvir e contar (1989), Da Justiça Tradicional nos Umbundos (ensaio) (1997).
Mota Yekenha nasceu no Município de Tchipeio, Huambo, a 27 de Fevereiro de 1962. Profundamente marcado pela religião católica, frequentou a escola primária da missão católica local, vindo a formar-se, posteriormente, em Filosofia e Teologia no Seminário Maior de Huambo. Yekenha apresenta-se como um exemplo mais vivo e convincente de alguém que profundamente arraigado aos usos e costumes da cultura africana rural, sobretudo ao nível da tradição, vivência e mágoas, tenha construído um projecto literário baseado na idiossincrasia deste povo. E, realmente, Yekenha, por imperativos ligados à sua profissão possui um conhecimento profundo da mundividência dos Ovimbundu que a procurou plasmar na sua obra.
Aires de Almeida Santos, nasceu no Chinguar, província do Bié. Passou a infância em Benguela, onde fez os estudos primários, a adolescência no Huambo onde frequentou o colégio Alexandre Herculano, vindo a concluir o curso liceal (7 º ano) na cidade do Lubango.





O Iputa nunca se come só. Tem de ser acompanhado por um condimento, que podem ser couves, carne, peixe, quisaka e outros tipos de “condutos” tradicionais”. Porquê não experimentar com a efuanga?